Os políticos investigados na Lava Jato que perderam as eleições e ficarão sem foro privilegiado

ADVN - Logo depois da divulgação dos primeiros resultados das eleições de 2018, o procurador da República Deltan Dallagnol usou sua conta no Twitter para comemorar a derrota nas urnas de políticos investigados pela Lava Jato.

"Pelo menos uma dezena de envolvidos graúdos perderam o foro privilegiado", escreveu ele, que coordena a força-tarefa da operação.

Na verdade, o número é pelo menos três vezes maior: 31 políticos investigados na Lava Jato que foram derrotados nas urnas este ano e poderão ficar sem foro.
A lista inclui alguns dos políticos mais tradicionais e poderosos do país, como o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE); e os senadores Romero Jucá (MDB-RR) e Edison Lobão (MDB-MA). Os três tentaram mais um mandato de oito anos no Senado por seus Estados, mas acabaram derrotados.

Na esquerda, foram derrotados Dilma Rousseff (PT-MG), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Jorge Viana (PT-AC), que também buscavam vagas no Senado.

A lista também é longa entre os deputados: tentaram a eleição e foram derrotados Heráclito Fortes (DEM-PI), José Carlos Aleluia (DEM-BA) e Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB), hoje preso no presídio da Papuda, em Brasília.

Também foram derrotados na disputa pela Câmara os atuais deputados petistas Marco Maia (RS) e José Mentor (SP); o ex-ministro petista Luiz Sérgio (RJ) também tentou tornar-se deputado federal, mas não se elegeu.
A listagem da BBC News Brasil não inclui políticos citados em delações da Lava Jato, mas que não foram alvo de inquéritos ou que tiveram seus processos arquivados. Foi o que aconteceu com os deputados federais tucanos Waldir Maranhão (PSDB-MA) e Bruno Araújo (PSDB-PE). Ambos tiveram as investigações contra si arquivadas no começo deste ano pelo Supremo Tribunal Federal, por falta de provas.

Entre os tucanos, a lista de investigados e derrotados nas urnas inclui três ex-governadores: Yeda Crusius (Rio Grande do Sul), Marconi Perillo (Goiás) e Beto Richa (Paraná). Os dois últimos chegaram a ser alvo de investigações não relacionadas com a Lava Jato durante a campanha. Tentaram vagas no Senado por seus Estados, mas foram derrotados. Crusius tentou uma vaga na Câmara dos Deputados, mas teve pouco mais de 37 mil votos e ficou de fora.

Derrotado na disputa presidencial em 2018, Geraldo Alckmin viu o principal inquérito contra si deixar a esfera criminal no começo de 2018 - o caso trata de supostas verbas de campanha não declaradas da Odebrecht, no valor de R$ 10,3 milhões, e agora é investigado pela Justiça Eleitoral. A rigor, nem ele e nem Dilma Rousseff (PT) gozam hoje de foro privilegiado - Alckmin perdeu a prerrogativa ao deixar o governo de São Paulo em abril de 2018, e Dilma perdeu a prerrogativa com o impeachment, em 2016.

Conheça a lista de políticos envolvidos na Lava Jato e derrotados nas urnas
Alfredo Nascimento (PR-AM)

Aníbal Gomes (MDB-CE)

Benedito de Lira (PP-AL)

Beto Richa (PSDB-PR)

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

Delcídio do Amaral (PTC-MS)

Dilma Rousseff (PT-MG)

Edisson Lobão (MDB-MA)

Eunício Oliveira (MDB-CE)

Fernando Pimentel (PT-MG)

Garibaldi Filho (MDB-RN)

Geraldo Alckmin (PSDB-SP)

Heráclito Fortes (DEM-PI)

Jorge Viana (PT-AC)

José Agripino Maia (DEM-RN)

José Carlos Aleluia (DEM-BA)

José Mentor (PT-SP)

José Otávio Germano (PP-RS)

Lindbergh Farias (PT-RJ)

Lúcio Vieira Lima (MDB-BA)

Luiz Sérgio (PT-RJ)

Marco Maia (PT-RS)

Marconi Perillo (PSDB-GO)

Milton Monti (PR-SP)

Missionário José Olímpio (DEM-SP)

Raimundo Colombo (PSD-SC)

Robinson Faria (PSD-RN)

Romero Jucá (MDB-RR)

Sandes Junior (PP-GO)

Valdir Raupp (MDB-RO)

Yeda Crusius (PSDB-RS)

As informações é do site: BBC

     

                                                         Os livros mais vendidos no Amazon:
Os livros mais vendidos no Amazon:






Comentários